quinta-feira, 1 de abril de 2010

Lições de liderança por Hollywood

Ontem vi uma entrevista muito legal do Robert Mckee, "a Hollywood Professor". Ele tem vários livros publicados, dá aula de roteiro para inúmeros escritores e roteiristas famosos, e foi ganhador de dois Óscares para melhor argumento com "Uma Mente Brilhante" e "O Código Da Vinci".

Ele falou de arte, cinema, fluxo criativo, liderança e negócios (visto que a entrevista foi do canal Management Tv). Achei bem legal a visão dele sobre a arte. Para Mckee a arte tem um papel fundamental e insubstituível na sociedade. Segundo ele "A arte civiliza as pessoas".

Uma frase que ele disse e que cai certinho na área de design é que "Talento e bom gosto são genéticos". "A maioria das pessoas não sabe diferenciar um bom do mau trabalho, o belo do feio". E eu concordo plenamente com essas afirmações. Quantas vezes não nos deparamos com trabalhos que nos doem os olhos, ou clientes que querem que vc faça um layout de completo mau gosto? Concordo também com o fato de bom gosto ser genético, pois quem tem o "dom" sabe o que combina, o que fica estéticamente agradável... é claro que o estudo orienta e te dá uma base teórica, mas se essa percepção não for natural, não funciona.

Ele questiona também o papel das tecnologias, que assim como facilitam a nossa vida e nos trazem conforto, nos bombardeiam com informações e comunicação em todos os níveis, e essa informação nem sempre é absorvida da maneira correta. "Existe uma grande diferença entre informação e entendimento".

Por último o entrevistador perguntou ao Mckee qual a principal qualidade que um líder tem que ter. A resposta foi Persuasão. E como um bom professor ele deu uma aula tão boa sobre o assunto que até eu pretendo aplicar seus ensinamentos no dia a dia profissional:

Um bom líder tem que motivar seus subordinados para que estes façam o melhor trabalho, com envolvimento e dedicação. Ao mesmo tempo o líder tem que vender suas ideias para seus superiores, fazendo com que eles acreditem e apostem em você, suas ideias e projetos. Este poder de convencimento se chama: Persuasão.

Há três formas de persuasão: Retórica, Narração e Coerção.

A retórica é feita com base em fatos, dados e estatisticas. Em uma apresentação tudo se baseia em números e dados concretos; mas dados e estatisticas abrem espaço para questionamentos: Como você chegou a estes números? Porque as pesquisas só mostram coisas boas? E as forças contrárias? E se o cenário mudar?

Na coerção você usa e abusa da sedução, suborno, recompensa, chatagem, ameaça... É o método mais utilizado no mundo dos negócios. Mas só funciona a curto prazo.

Agora na narração você não fala de dados e nem utiliza de "armas" para convecer. Nesta forma de persuasão o objetivo é ganhar a empatia das pessoas. Em uma apresentação por exemplo, você vai falar da história da sua empresa, de como ela é batalhadora, de tudo que deu errado, tudo que deu certo... Na narração você não pode ignorar os pontos negativos como na retórica. Enquanto conta a história você fala do que aconteceu de positivo, de negativo, positivo, negativo, positivo, negativo e enfim sua empresa ganhou! Mesmo com forças contrárias, sua empresa venceu os pontos negativos. E assim tudo que deu errado sai a seu favor, pois as pessoas vão se envolver com a história e pensar "não acredito que eles fizeram isso", "ufa, que bom que deu certo", "xi, não faz isso de novo"... e pronto! você ganhou a empatia de quem quer conquistar.

Achei muuuito interessante esta última parte, pois ela pode ser aplicada em vendas, apresentação de projetos e muitas outras situações da vida profissional.

Se tiverem oportunidade procurem um livro dele para ler. Certamente vai valer a pena!

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